Astrologia
Gêmeos - a busca da variedade
O terceiro signo do Zodíaco instala em nós o gosto pelo movimento, pela informação, dotando-nos de uma curiosidade sem limite e de uma incrível capacidade de adaptação.
Costuma-se ouvir que um geminiano consegue vender gelo para um esquimó! Isso reflete a habilidade para persuadir, negociar e explicar. Gêmeos é aquela parte de todos nós que desenvolve talentos vários tanto no campo intelectual quanto no campo das tarefas rotineiras, desde que não sejam maçantes pois este arquétipo está ligado à variedade que traz colorido à vida. A parte do nosso psiquismo que não tolera a mesmice e a monotonia se chama: Gêmeos. A rapidez de raciocínio e a capacidade de memorização também estão vinculadas a esse tipo de energia. Tudo o que atende às exigências do comércio, do transporte e da comunicação encontra em gêmeos o suporte ideal. No plano do sistema solar o arquétipo se expressa como planeta Mercúrio e, no plano mitológico, como o “deus Mercúrio” da mitologia romana e como Hermes, da grega. Tais analogias nos ajudam a compreender como a energia trabalha no cotidiano do mundo. Um bom exemplo da atuação deste “deus” que tem asas nos pés e no capacete, é a vivacidade demonstrada por crianças e jovens quando se trata do aprendizado de outros idiomas e da propagação de novas idéias. O avesso da energia também ocorre, por exemplo, durante o período de retrogradação de Mercúrio quando computadores simplesmente não funcionam, quando os Correios entram em greve ou os caminhoneiros decidem por uma paralização nacional. Por essa época devemos ser mais cautelosos no ato de firmar contratos, redigir documentos, analisar propostas de sociedades e escolher roteiros de viagem.
A versatilidade também é um presente de Gêmeos, pois o seu contrário, a rigidez, traz apenas uma maneira de reagir a certas circunstâncias agarrando-se a um único padrão conceitual, o que, sem dúvida restringe o maravilhamento que se possa sentir perante a multiplicidade de coisas, fatos e idéias que povoam o mundo. A variedade de opções nos treina a capacidade de escolha apresentando inúmeras maneiras de reagir às mudanças.
Nos sonho, diz Jung, o homem com boné preto e barba preta pontuda era visto como demônio; Mefistófeles, em Fausto, era um guia negativo para a alma.A curiosidade mental pode levar a descobertas brilhantes ou a experiências com conseqüências desastrosas.É por isso que os alquimistas medievais rezavam pedindo o poder de distinguir entre o bem e o mal, para expulsar a escuridão das mentes.Jung salienta que a civilização ocidental abandonou a oração simples dos alquimistas e, ao deificar a razão, esqueceu também o lado sombrio da mente dual. Ele nos lembra que no séc. XVIII, os filósofos franceses “iluminados” coroaram a Deusa Razão na Catedral de Notre Dame.A veneração da razão continuou nos dois séculos seguintes, enfatizando o positivo, progressivo, inventivo e científico poder da mente. No entanto, em Puer Aeternus, Marie-Louise von Franz analisa os perigos de se viver exclusivamente na cabeça. Ela diz que, segundo Jung, o tipo emocional tem mais probabilidade de entrar em contato com suas próprias qualidades criativas, sua singuraridade e seu sistema de valores.
Mas essa é uma conversa para o próximo signo. Por agora basta acreditar na intenção de equilíbrio contida no Zodíaco e viver a faceta geminiana da nossa personalidade, dando “muita linha à pipa” das idéias e ao desejo de aprender sempre, incansavelmente, sabendo que a curiosidade, já foi provado, é o fator mais definitivo para se alcançar a longevidade produtiva. E para convencer os céticos citamos alguns nascidos em Gêmeos: Chico Buarque de Holanda, Conan Doyle, Thomas Mann, Gaugin, John Kennedy, Judy Garland, Rodolfo Valentino.
Maria Cecília Carvalho
Astróloga pela SARJ
(Sociedade de Asttrologia do Rio de Janeiro)
Informações: 15 3221-9352